Sistemas Embarcados: Urna Eletrônica
Nossa urna eletrônica teve seu desenvolvimento concluído em 1996, com um dos principais objetivos facilitar a votação, auxiliando aos analfabetos que tinham dificuldade de preencher as cédulas, além de agilizar a apuração dos votos e aumentando o sigilo e consequentemente diminuindo o voto de cabresto.
O interesse internacional em relação ao sistema eletrônico de votação brasileiro e a presença de comitivas de vários países no TSE já integra a rotina do tribunal. Nas Eleições Municipais de 2016, por exemplo, mais de 30 nações enviaram autoridades para acompanhar o pleito e conhecer o sistema brasileiro, entre as quais Angola, Bolívia, Botsuana, Coreia do Sul, Costa Rica, Estados Unidos, França, Guiné, Guiné-Bissau, Jamaica, México, Panamá, Peru, República Dominicana e Rússia.
Devido a sua composição, agilidade e eficiência a urna eletrônica passa por muitos questionamentos quanto a sua segurança, alguns países como a Alemanha e a Holanda tentaram implementar, porém devido a uma grande pressão popular inflada por supostos hackers que conseguirem burlar o sistema da urna e alterar os votos, a implementação não ocorreu.
Um grupo de brasileiros, entre eles o professor da UnB, Diego Aranha, afirmou que o voto não é tão secreto assim. Como é de rotina, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) meses antes das eleições, retira muitas restrições de segurança da urna e abre um chamado público para aqueles que queiram testar sua sua confiabilidade, durante esse processo, em março de 2012, nenhuma equipe obteve êxito total, mas a equipe do professor Diego Aranha descobriu um possibilidade de como quebrar o sigilo do voto.
Segundo o professor a falha de segurança acontece na obtenção do documento impresso na inicialização de uma urna para provar que todos os candidatos estão com os votos zerados.
Nos países onde as urnas não tiveram suas restrições de segurança retirados (Estados Unidos, Paraguai, Holanda) os especialistas obtiveram total êxito ao tentarem manipular os resultados das urnas eletrônicas.
Mesmo com tanta dúvida acerca de sua segurança, a urna é um equipamento que funciona de forma isolada, ou seja, não possui nenhum mecanismo que possibilite sua conexão a redes de computadores, como a internet. Além disso, não possui o hardware necessário para se conectar a uma rede ou mesmo a qualquer forma de conexão com ou sem fio.
Vale destacar que o sistema operacional Linux contido na urna é preparado pela Justiça Eleitoral de forma a não incluir nenhum mecanismo de software que permita a conexão com redes ou o acesso remoto. Ademais, as mídias utilizadas pela Justiça Eleitoral para a preparação da urna e gravação dos resultados são protegidas por técnicas modernas de assinatura digital.

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